Entenda em 1 minuto
O laudo psicológico para fins judiciais é um documento técnico elaborado após avaliação. Pode ser pedido em ações de família, trabalhistas, cíveis ou criminais, entre outras, sempre com finalidade e escopo delimitados. O psicólogo responde apenas ao que é possível avaliar com os métodos da psicologia.
Situações em que o laudo pode ser solicitado
- Ações relacionadas à família, como guarda e convivência.
- Processos trabalhistas que discutem condições psicológicas relacionadas ao trabalho.
- Ações cíveis com pedido de avaliação de impactos emocionais de um evento.
- Quando um advogado ou o juízo pede documentação técnica de apoio.
Como a MT10 conduz
- Esclarecimento do pedido: definimos qual a finalidade do laudo, quem o solicitou e o escopo.
- Consentimento: o avaliado é informado sobre o objetivo, o sigilo e o destino do documento.
- Entrevistas e instrumentos: usados conforme a pergunta que o laudo deve responder.
- Análise das informações: inclusive de documentos do processo, quando pertinente.
- Emissão do laudo: com linguagem técnica, objetiva e dentro dos limites éticos da profissão.
O conteúdo do laudo depende da avaliação profissional, e não há garantia de conclusão específica nem de aceitação ou de resultado favorável no processo. Preparo, disponibilidade e prazos de cada atendimento são informados no agendamento.
O que separar antes
- Documento de identificação.
- Cópia da decisão, do ofício ou do pedido que originou a avaliação, se houver.
- Contato do advogado responsável, para alinhar a finalidade.
- Relatórios e laudos de profissionais que já acompanham o caso.
Pontos de atenção
- O psicólogo não deve emitir parecer sobre pessoas que não avaliou diretamente.
- A avaliação serve para o objetivo declarado; o documento não deve ser usado para outras finalidades sem nova análise.
- Peças de laudos solicitados informalmente podem ser questionadas no processo; por isso, converse com o advogado antes de contratar.
- Quando o juízo nomeia perito, o assistente técnico acompanha o trabalho, e o papel dos profissionais deve ser mantido distinto.
Dúvidas antes do atendimento
Quem passa por essa avaliação costuma se perguntar se será "julgado" pelo psicólogo. O profissional não julga: descreve o que observou e o que as técnicas permitem afirmar. Peça esclarecimento sobre o escopo do trabalho antes de começar e guarde a comunicação por escrito.
- Pergunte quem terá acesso ao laudo e em que condições.
- Entenda se o documento será usado no processo todo ou em parte dele.
- Chegue com antecedência e leve documentos que identifiquem as partes envolvidas, se for o caso.
- Não use a consulta para tentar influenciar a conclusão; ela decorre da avaliação.
Cuidado com a pessoa avaliada
Processos judiciais costumam gerar desgaste emocional. Quem se sente muito ansioso, sem dormir ou sem esperança pode procurar acompanhamento, como a psicoterapia individual, que tem objetivo diferente da avaliação para laudo e costuma ser feita com profissional distinto. Em situação de risco, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).
Quando há perícia técnica em outras áreas, veja o serviço de assistente técnico em perícias. Para ver os demais serviços, acesse a página de psicologia da MT10, em Goiânia.