Entenda em 1 minuto
O eletroencefalograma ocupacional capta, por eletrodos no couro cabeludo, a atividade elétrica do cérebro durante alguns minutos. O traçado é interpretado por médico habilitado e, no contexto da medicina do trabalho, serve de subsídio para concluir se a pessoa está apta à função.
Situações em que é indicado
O EEG é uma exceção, não regra. Entre os cenários em que a empresa e o médico do trabalho podem optar por ele:
- Funções de risco elevado em que uma perda súbita de consciência traria grave consequência, como altura, direção e operação de equipamentos de grande porte.
- Trabalhador com histórico de crises ou investigação neurológica em andamento.
- Retorno de afastamento por causa neurológica, quando o médico entender necessário.
- Exigências específicas de contratantes ou de normas internas, desde que justificadas.
Como a MT10 conduz
- A empresa ou o trabalhador informa o motivo do pedido e a função.
- Confirmamos o preparo: cabelo limpo e orientações sobre sono e medicamentos, conforme o caso.
- O exame é realizado de forma tranquila, com o trabalhador deitado ou sentado.
- O resultado vai ao médico do trabalho, que integra o dado ao ASO. Os detalhes clínicos ficam no prontuário, com sigilo.
O que o RH deve saber
- Não exija o EEG de todos os candidatos: exames sem justificativa técnica geram desgaste e podem ser questionados.
- A empresa recebe a conclusão sobre aptidão, e não os detalhes do traçado.
- Alterações no EEG não definem diagnóstico por si sós. O encaminhamento para neurologista, se necessário, é decisão médica.
Preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento. Muitos exames exigem pedido médico.
Onde pedir
O EEG ocupacional faz parte do conjunto de exames complementares da MT10 e é combinado com o exame admissional ou o periódico quando indicado. Fale com a equipe pelo WhatsApp, de segunda a sexta, para entender se o exame é adequado ao seu caso.
Boas práticas de agendamento
Prefira marcar o EEG em horário em que o trabalhador não esteja privado de sono, a menos que o médico peça o contrário, e confirme se há medicamentos de uso contínuo que precisem ser informados. Se o exame foi solicitado por médico assistente, leve o pedido e os laudos anteriores. Isso evita repetições e torna a análise mais completa.
Exemplos de decisões do RH
Imagine um candidato a operador de ponte rolante em uma indústria de Goiânia que relata crises passadas. O médico do trabalho pode considerar o EEG e, se necessário, orientar avaliação com especialista antes da conclusão do ASO. Já em uma vaga de escritório, o mesmo pedido raramente teria justificativa. A decisão deve sempre partir da função e da avaliação clínica, e não de uma regra aplicada igualmente a todos.
- Documente o motivo do pedido no prontuário.
- Evite divulgar o resultado a gestores.
- Garanta que o trabalhador entenda por que o exame foi pedido.
Sigilo e comunicação com o trabalhador
Por envolver informações neurológicas, o EEG exige cuidado extra com o sigilo. A empresa recebe apenas a conclusão sobre a aptidão, enquanto o traçado e o laudo permanecem no prontuário. Converse com o trabalhador antes do exame, explicando que ele não é uma punição nem uma suspeita, mas parte da avaliação de segurança da função. Esse cuidado melhora a colaboração e evita desconforto no atendimento.