Em resumo
A colinesterase é uma enzima fundamental para o funcionamento dos nervos. Inseticidas de certos grupos reduzem sua atividade, e a medição periódica no sangue é uma forma de saber se o trabalhador está absorvendo o produto. Na MT10, o exame pode ser feito como acetilcolinesterase eritrocitária ou colinesterase plasmática.
Quem entra no acompanhamento
- Aplicadores de produtos em lavouras de soja, milho, cana e hortaliças.
- Trabalhadores que fazem a mistura e o preparo da calda.
- Quem lava equipamentos e manipula embalagens usadas.
- Operadores de pulverizadores terrestres e auxiliares de campo.
- Equipes de controle de pragas urbanas, quando o produto exigir.
Como a MT10 conduz
- A propriedade ou empresa informa os produtos usados, a rotina de aplicação e a lista de trabalhadores.
- O médico define se haverá exame de referência e a periodicidade dos próximos.
- A coleta é agendada, com orientação ao trabalhador sobre o que informar, como o produto aplicado recentemente.
- O médico compara os resultados, registra a conclusão no ASO e orienta a empresa quando houver sinal de exposição relevante.
O que separar antes
- Nome comercial e ingrediente ativo dos produtos, se possível a ficha de segurança.
- Data da última aplicação feita por cada trabalhador.
- Registro dos EPI entregues e dos treinamentos realizados.
Sintomas como enjoo intenso, suor excessivo, salivação, visão turva ou fraqueza após contato com o produto exigem atendimento de urgência, sem esperar o exame. Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento.
Exame não substitui proteção
A dosagem avisa se houve absorção, mas a prevenção está no EPI correto, na capacitação e na organização da aplicação. Para propriedades rurais, o PGRTR reúne o gerenciamento dos riscos da atividade, e o treinamento de EPI ajuda a garantir o uso adequado. Veja os demais indicadores em monitoramento biológico.
Registros que protegem a empresa
Mantenha uma ficha por trabalhador com os produtos aplicados, as datas, os EPI entregues e os resultados dos exames. Esse histórico permite ao médico relacionar um valor alterado com a rotina de aplicação e mostra, em fiscalização, que a empresa acompanha a saúde de quem lida com defensivos. Trabalhadores sazonais também entram no controle.
Exemplos de decisões no campo
Uma fazenda que contrata equipes na safra deve incluir esses trabalhadores no controle desde o início da atividade, e não só os fixos. Uma empresa de controle de pragas em Goiânia que alterna produtos precisa avisar o médico a cada mudança relevante. E um produtor que terceiriza a aplicação deve verificar se o prestador mantém o acompanhamento de saúde de seus empregados. Em todos os casos, a conversa com o médico do trabalho antes da safra é mais eficaz que reagir depois.
Base normativa e articulação com outros programas
O monitoramento da colinesterase se apoia no controle médico da NR-7 e, no meio rural, conversa com a NR-31 e com o PGRTR. O médico define a periodicidade e a conduta diante de variações relevantes, que podem incluir o afastamento temporário da exposição. Enquanto isso, a empresa deve rever o processo de aplicação, o EPI utilizado e as condições de lavagem de roupas e equipamentos.